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Reflexões - Espiritualidade e materialidade

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Hoje resolvi revisar meus rascunhos do blog e encontrei o texto abaixo. Ele foi escrito no final de 2015. Hoje não estou mais gripada, é 5h da tarde e o sol está brilhando forte em Amsterdam. Contudo, apesar de estar bem agora, ainda luto contra a depressão e continuo tentando encontrar "o caminho do meio" entre espiritualidade e materialidade. Estou cansada. Acho que é gripe. Se não for, é desesperança. É tanta coisa ruim nesse nosso planetinha. O pêndulo vem, o pêndulo vai. Nada muda. Um dia, me perguntei, como era possível alguém odiar? Aí, odiei e entendi. Hoje, não quero entender mais nada pelo caminho da dor. Eu me perguntava, como é possível o ódio ter mais força que o amor. Aí entendi que é porque ainda não conseguimos amar realmente com a mesma força que conseguimos odiar. Um dia eu acreditei que com meu trabalho, eu podia ajudar os outros. O tempo passou e eu percebi que com meu trabalho eu ajudava a mim mesma e que cada pessoa era responsável por si próp...

Reflexões: Memória

Eu sempre tive problemas com minha memória, mas com os antidepressivos e a idade a coisa piorou bastante. Não há o que fazer, posso apenas esperar que o corpo se acostume ao remédio e, gradualmente, o problema diminua. Sei que minha memória nunca vai ser muito boa. O jeito é aceitar, levar na esportiva e seguir um conselho que li em algum lugar: tentar lembrar. Geralmente, funciona, mas um bom tempo depois. O problema maior é com a memória de curto prazo. É bem constrangedor quando a mínima interrupção faz com que eu esqueça o que ia dizer. Aí, lembro (memória de longo prazo) de uma historia, que pode ser até piada, sobre a memória Albert Einstein. " Dizem que uma vez, Einstein caminhava pela universidade americana onde lecionava quando deparou com dois dos seus alunos de Física. Ficaram batendo papo, até que o professor perguntou:  - Por favor, quando nós nos encontramos eu vinha de lá ou de cá? Os alunos, meio espantados com a pergunta, informaram:  -...

Escritores e Autores - Depressão por Amauri Pereira

Por Amauri Pereira A solução de qualquer problema começa obrigatoriamente pela sua compreensão. [...] Na depressão unipolar a pessoa flutua de estados em que se sente extremamente deprimida para estados em que se sente razoavelmente normal. Aquilo que Freud e sua psicanálise rotulou de “ambivalência” e “ agressão voltada para dentro ”, as escolas de psicologia mais sintonizadas com a realidade tratam como “um estado causado pela superexposição patológica à perda do controle e de saídas para a frustração”. Na fase mais aguda do transtorno unipolar, a depressão leva as pessoas a se sentirem desanimadas na maior parte do tempo, a perderem o interesse em atividades que antes lhes davam prazer e a se sentirem exaustas ou inúteis e terem pensamentos freqüentes sobre morte e suicídio. Insônia, alterações de apetite e perda do desejo sexual também são comuns. [...] Se pegarmos todas essas características [...] obteremos [...] a característica determinante e que mais define uma verdadeira...