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Mostrando postagens com o rótulo Educação

Reflexões: Consumismo

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Alguns anos atrás fui professora de Ciências em uma escola pública. Dava aula para adolescentes, mas me pediram que ficasse um pouquinho com uma turma de crianças de uns 9 ou 10 anos. Tínhamos, recentemente, recebido uma leva de crianças de escolas particulares. Acredito que devido ao aumento das mensalidades. A professora tinha deixado como tarefa uma redação sobre "o que deixa uma criança feliz". Quando soube sobre o que estavam escrevendo, quis saber o que pensavam. Elas queriam brinquedos, roupas e outras coisas do universo infantil, porém na redação de algumas havia referencias explicitas as marcas, coisa que nunca tinha visto antes. Confesso que fiquei chocada. Ontem, vi um vídeo que me fez lembrar dessa história e mexeu comigo da mesma forma. Podemos reverter isso? Quem ganha e quem perde com esse consumismo desenfreado? Adoramos bichinhos de pelúcia, mas não nos importamos com os de carne e osso. Nos deliciamos com as imagens de animais lindíssimo...

Psicologia e Afins: Lowen - liberdade e limites

O Homem é um animal social; vive em grupos. O grupo, e posteriormente a comunidade, foram necessários à sua sobrevivência. Foi dentro do contexto comunitário que a fala e a função do pensamento abstrato se desenvolveram. A comunidade estável funcionou como a matrix do crescimento cultural que, então, permitiu que o homem expandisse seu ego e adquirisse um senso de vontade. Na verdade, a comunidade e a cultura têm servido para intensificar a sensação que a pessoa tem de sua própria individualidade. É-se individuo, independente de se ser ou não parte de uma comunidade; mas somente pelo referencial de uma comunidade é que a pessoa toma consciência de sua individualidade ou de si própria. Contudo, o foco sobre o si-mesmo ou sobre o ego age no sentido de distanciar pessoas e de diminuir as forças coesivas que mantêm a comunidade unida.(...) Quando as comunidades desintegram-se, deteriora a individualidade. As pessoas perdem o senso de seu significado ou valor individual e tornam-se unid...

Educação: Profissão Professor - desabafo

Estou fora de sala de aula fazem uns três anos e de lá para cá tenho tentado me manter longe desses assuntos, tamanho o grau de desgosto que eles me trazem. Contudo, uma ex-colega me enviou o texto abaixo por email e resolvi publicar no blog, pois eu Amei a resposta dessa professora do Paraná. Carta escrita por uma professora que trabalha no Colégio Estadual Mesquita (Paraná), à revista Veja. "Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e obser...

Educação: Sugestão de leitura - O Professor Refém (Zagury)

ZAGURY, Tania. O Professor Refém – para pais e professores entenderem por que fracassa a educação no Brasil. Rio de Janeiro: Record, 2006.

Educação: Lya Luft – A crise que estamos esquecendo

A crise que estamos esquecendo "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito" O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas. Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como fun...

Educação: Rubem Alves - Educação

“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.” Rubem Alves

Educação: Morin - Interesse e Memória

“Determinadas cenas, imagens e momentos são lembrados porque nos interessa.” (SQUIRE E KANDEL,2003, P.83) SQUIRE, Larry R, KANDEL, Eric.R.. Memória – Da mente às moléculas.Porto Alegre: Artmed, 2003

Educação: Squire e Kandel - Memória, da mente às molécula

“... Não somos aquilo que somos simplesmente porque pensamos. Somos aquilo que somos porque podemos lembrar aquilo que pensamos. ... cada pensamento que temos, cada palavra que falamos, cada ação na qual nos engajamos – de fato, o próprio sentido que temos de nós mesmos e nossa conexão com os outros -, tudo isso devemos à memória, à capacidade de nossos encéfalos de registrar e armazenar nossas experiências. A memória é o cimento que une nossa vida mental, o arcabouço que mantém nossa história pessoal e torna possível crescermos e mudarmos ao longo da vida. Quando a memória é perdida, como na doença de Alzheimer, perdemos a capacidade de recriar nosso passado e em conseqüência, perdemos a conexão com nós mesmos e com os outros. (SQUIRE E KANDEL,2003, P.VII) SQUIRE, Larry R, KANDEL, Eric.R.. Memória – Da mente às moléculas.Porto Alegre: Artmed, 2003

Educação: Morin - Deuses e Idéias

Os indivíduos não se submetem apenas à sociedade e à cultura, mas também aos deuses e às idéias. Como vimos, os deuses e as idéias ... tornaram-se entidades dotadas de vida e de individualidade, alimentadas pela comunidade de fiéis. ... Adquiriram um poder extraordinário extraído das nossas aspirações, dos nossos desejos, das nossas angústias e dos nossos temores. Parimos esses seres espirituais, mas eles nos dominaram e reinam sobre nós.(p. 277 e 278) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Autonomia e Dependência

Não podemos prescindir de idéias motoras, mas podemos verificar se elas nos enganam, analisar o caminho que nos fazem percorrer. Entre as idéias motoras, está a idéia de liberdade. Quando somos possuídos por ela, conseguimos conquistar liberdades. Mais uma vez, o problema da liberdade coloca-se em termos de autonomia-dependência. Se somos totalmente possuídos por uma idéia, perdemos a liberdade de julgá-la, de confrontá-la com a experiência. Deveríamos poder ser autônomos mesmo sendo possuídos, ou seja, ser capazes de dialogar de maneira crítica e racional com as nossas idéias, sem contudo, ter de eliminar a paixão ou mesmo o aspecto mítico presente em todas as ideologias de emancipação, que nos forçam a trabalhar pela liberdade do outro. (p.278) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Liberdade

A liberdade sendo escolha, toda escolha sendo aleatória, tomamos decisões livres na incerteza e no risco.(p.281) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Acaso, Necessidade, Autonomia

Eis o paradoxo: mesmo estando inseridos em processos transindividuais, genéticos, familiares, sociais, culturais, noológicos, e mesmo submetidos aos riscos e acasos de todos os tipos, somos indivíduos relativamente autônomos, relativamente capazes de perseguir nossos fins individuais e de dispor, eventualmente, de liberdades. O destino humano anda em ziguezague, numa dialógica de acaso, de necessidade e de autonomia. Há muito de acaso e de necessidade numa vida humana, mas se pode encontrar possibilidade de autoconstrução da autonomia: através da capacidade para adquirir, capitalizar e explorar a experiência pessoal (certo, também com a possibilidade de enormes erros e ilusões); através da capacidade de escolher ou de modificar a escolha; através da capacidade de consciência.(p.282) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Homo complexus

Se o homo é, ao mesmo tempo, sapiens e demens, afetivo, lúdico, imaginário, poético, prosaico, se é um animal histérico, possuído por seus sonhos e, contudo, capaz de objetividade, de cálculo, de racionalidade, é por ser homo complexus. (p. 140) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - O Estado Poético

O estado poético não pode ser considerado como um epifenômeno, uma superestrutura, um divertimento da verdadeira vida humana. É, ao contrário, o estado pelo qual nos sentimos na “verdadeira vida”. Rimbaud exprimiu a consciência de que, no mundo da prosa, “a verdadeira vida está ausente”. Realmente, a verdadeira vida é poética. Viver poeticamente é viver por viver, e viver por viver é viver poeticamente. A poesia não é somente nem principalmente viver de gozo, mas ela nos faz ter acesso ao gozo de viver. (p. 139) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - O Jogo da Vida

O universo lúdico pode comportar competições, mas elas estão dentro do jogo, que dá prazer e volúpia, inclusive na angústia. O jogo leva ao transe e existem intoxicados de jogo como de uma droga fatal. Pode comportar riscos, mas são riscos pelo prazer ou pela beleza do jogo. O grande jogo é o da vida, no qual se arrisca tudo para viver intensamente. (p.130 e 131) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Os Adultos e o Jogo

Enquanto o jogo desaparece no animal adulto, exceto quando este, domesticado e alimentado, permanece em situação infantil, o jogo persiste e mesmo desenvolve-se no mundo adulto humano, conforme múltiplos modos, e dispõe de instituições específicas nas grandes civilizações. Caillois distinguiu quatro tipos de jogos: agôn (competição), alea (jogos de azar), mimicry (fantasias, máscaras), ilinx (vertigem), presentes com formas diversas, em todas as sociedades. ... A parte do jogo cresceu, ampliou-se, em nossa civilização racional – técnica – utilitária (de modo, ao mesmo tempo, complementar e antagônico). Comporta uma enorme variedade de atividades lúdicas: jogos de cartas e de azar, loterias, esportes e, especialmente, futebol, corridas de automóvel, jogos de televisão. Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - A Criação

A criação nasce do encontro entre o caos genésico das profundezas psico-afetivas e a pequena chama da consciência. A criação é um jogo que se realiza a partir de uma aptidão organizadora (competência) que catalisa em mensagem, idéia, forma, tema musical o que era apenas tumulto, ruído, cacofonia. (p.126) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Afetividade

A afetividade intervém no desenvolvimento e nas manifestações de inteligência. (p.121) Assim, nossa realidade é uma co-criação em que a afetividade entra com sua parte. Há relação, ao mesmo tempo, complementar e antagônica entre nossas duas fontes de realidade, a racionalidade e a afetividade. (p.122) A afetividade permite a comunicação cordial nas relações interpessoais; a simpatia e a projeção/identificação com outro permitem a compreensão. A afetividade invade todas as manifestações do sapiens-demens, as quais também a invadem. A procura do gozo dissemina-se fora da volúpia física na busca do poder ou do dinheiro, quando se torna ambição; invade o mundo do saber e do pensamento e torna-se adesão subjetiva de todo ser à sua certeza, apego fanático a uma idéia, agressividade ideológica. Ligada ao jogo, torna-se paixão. Ligada à drogas ou ao fervor mítico, tende ao êxtase. Ligada ao imaginário, dá substância e realidade aos fantasmas, espíritos, deuses, mitos, idéias. As erupçõe...

Educação: Morin - Irracionalidade Humana

Seria irracional, louco e delirante ocultar o componente irracional, louco e delirante do humano. Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Jogo, regras e estratégias

O jogo, cuja finalidade não é “séria”, comporta a sua própria seriedade no respeito às regras, na aplicação, na concentração e na estratégia.(p. 130) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição