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Mensagens e Parábolas - O Método

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Assim, juntando as meninas no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte, contudo, as marcas de batom reapareceram. Assim, no outro dias, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro e pediu para que ele demonstrasse a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho! Às vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.

Educação: Morin - Cultura, Sociedade e Agressividade

Os gregos diagnosticaram a disposição humana para a hubris, termos que significa desmedida demente. A cultura e a sociedade proíbem as pulsões destrutivas da hubris, não apenas por meio de punições da lei, mas também introduzindo, desde a infância, no espírito dos indivíduos, normas e interdições. Além disso, a agressividade é inibida por regras de cortesia, que são ritos de pacificação, saudações, cumprimentos, palavras anódinas. Contudo, uma atitude agressiva ou uma humilhação despertam a nossa agressividade, com freqüência, o amor frustrado pode transformar-se em ódio. Uma avalancha de desejo ou de ódio pode romper controles e regulações.(p.118) O desprezo e a rejeição legitimam-se empurrando o desprezado para uma condição subumana; o ódio acredita-se racional justificando-se pela idéia de castigo, de eliminação de um ser reputado malfeitor; exacerba-se na alegria de fazer sofrer, torturar e matar. (p. 118) A hubris desencadeia-se quando há, simultaneamente, ausência de três f...

Educação: Morin - Homo sapiens e barbárie

A loucura assassina explode nos conflitos entre religiões, nações, ideologias. ... Por toda parte onde o homo continua a pretender-se sapiens, onde imperam o homo faber e o homo economicus, a barbárie está sempre pronta para ressurgir. (p.117) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição

Educação: Morin - Homo sapiens

Homo é, de fato, sapiens, faber, economicus. A racionalidade é uma disposição mental que suscita um conhecimento objetivo do mundo exterior, elabora estratégias eficazes, realiza análises críticas e opõe um princípio de realidade ao princípio do desejo. Os avanços da ciência, da técnica e da economia confirmam a eficácia da racionalidade humana. Contudo essa qualidade não é única nem soberana. Já para Platão, o psiquismo humano era um campo de batalha entre o espírito racional (nós), a afetividade (thumos) e a impulsividade (epithumia). Mais recentemente, Freud indicava que o sujeito racional, de forma alguma soberano, estava inserido numa trilogia permanente em que enfrentava a violência do Id pulsional e a dominação do Superego autoritário. ... Enfim, Maclean mostrou que o nosso cérebro contém não somente o esplendido neocórtex próprio da racionalidade humana, mas também a herança do cérebro mamífero (afetividade) e do cérebro dos répteis (cio, agressão, fuga). (p. 116) A especi...

Educação: Morin - Identidade

Na realidade, de certa maneira, nossos pais e nossos ascendentes estão em nós; suas marcas, estreitamente associadas em nossos genomas, ressuscitam sem parar a presença deles em nós. Carregamos, de maneira confusa, indistinta, essa multiplicidade de seres que sobrevivem, assim, além da morte. Além disso (como já dissemos), inconscientemente, mil modulações de voz, modos de comportamento, hábitos mentais, inscreveram-se em nós pôr mimetismo em relação a nossos parentes próximos. Nossos ascendentes estão incluídos em nossa identidade. (p. 87) Edgar Morin, O método 5: a humanidade da humanidade – a identidade humana. Trad. Juremir Machado da Silva.- Porto Alegre: Sulina, 2003. 2ª edição